Barcelona

Roteiro Portugal + Espanha parte 2: Barcelona e La Molina

Compartilhe!

Esse texto faz parte de uma série de 4 partes cujo roteiro inclui Portugal e Espanha. Na presente parte, falaremos sobre Barcelona (primeira etapa, pois no final da viagem retornamos à cidade) e um bate-volta a La Molina, para um dia de brincadeiras na neve.

Para informações gerais sobre ambos os países, leia esse texto aqui. Para a primeira parte da série, que inclui as cidades de Lisboa e Sintra, em Portugal, leia aqui.

Hospedagem em Barcelona

Essa era a rua onde se situa o Hostal Argo (arquivo pessoal)

Na primeira etapa que fizemos na cidade de Barcelona, nós ficamos hospedados no Hostal Argo, no Eixample. Essa é uma região mais moderna em Barcelona, com bares e restaurantes ao redor e que me pareceu bastante segura em qualquer horário que andamos por lá, inclusive à noite.

Uma excelente opção para economizar em hospedagem na cidade é reservar em um hostal. Geralmente são hotéis mais simples, com menos serviços agregados e que funcionam em prédios residenciais que são adaptados para os serviços de hotelaria. Às vezes nem é o prédio todo, o hostal pode estar situado em apenas um andar, por exemplo. Para mim não faz a menor diferença, por alguns motivos:

  • Geralmente eu não utilizo serviços de hotéis, porque quando estou viajando minha hospedagem serve única e exclusivamente para descansar e dormir, porque costumo passar o dia todo fora. Quanto mais serviço agregado, mais eu paguei hospedagem à toa;
  • Também não acho ruim não ter café da manhã (alguns hostales têm, outros não), porque fora do Brasil/América Latina a regra geral é não ter café. Aproveito e vou conhecendo padarias locais;
  • Os serviços que mais utilizo em uma hospedagem normalmente são oferecidos nos hostales, como depósito de bagagens, por exemplo.

Agora, quero falar um pouquinho sobre o Hostal Argo para você. Achei extremamente bem localizado, funcionários gentis e que nos deram informações importantes sobre Barcelona, ofereceram mapas… O quarto era bem espaçoso, confortável, tinha até hidro na nossa unidade! O único ponto negativo para mim foi: apesar de ser proibido fumar, algum hóspede antes de nós fumou bastante lá, porque o cheiro estava totalmente impregnado no quarto. Reclamamos, falaram que iam trocar as cortinas, mas isso não aconteceu e passamos todo o período com o cheiro fortíssimo do cigarro nos incomodando.

Dia 5: Deslocamento Lisboa-Barcelona

Nesse dia, iríamos voar com a TAP para Barcelona no final da tarde, às 17:30. De certa forma, isso somado ao fato de ser dia 25 de dezembro, inutilizou um dia do nosso roteiro. Veja aqui minhas ponderações sobre viajar entre natal e réveillon.

Fizemos o check out no AirBNB, deixamos nossa mala no depósito de bagagens com o pessoal e fomos andar pela cidade em busca de um lugar para almoçar. No final das contas, decidimos comer um lanche no restaurante que ficava abaixo do apartamento, onde comemos no primeiro dia. Reparamos que os preços do cardápio estavam bem mais altos do que na primeira vez que comemos lá. Havia pouquíssimas opções de restaurantes abertos.

Também não encontramos o que fazer, porque em 25 de dezembro praticamente tudo fecha. Minha mãe foi comprar uma lembrancinha em um dos poucos postos de turismo abertos e a vendedora disse que havia muitos turistas reclamando de nada para fazer e que, de certa forma, isso era vergonhoso para a cidade de Lisboa não oferecer nenhuma opção.

Depois de vagar sem rumo e de vários nada pra fazer, fomos para o aeroporto de Uber e ficamos fazendo vários nada lá. Mas deu para tirar umas últimas fotos de Lisboa nesse dia.

Chegamos em Barcelona já era tarde, porque o fuso horário é 1h a mais do que em Lisboa. Pedimos um Cabify, fomos para o hostal e tentamos encontrar um lugar para comer. Comemos um hambúrguer bom, porém o preço não justificava no De Tapa Madre, ali perto do hostal. Foi uma das refeições mais caras da nossa viagem, mas longe de estar entre as melhores.

Dia 6: Obras de Gaudí

Park Güell

Visitamos o Park Güell pela manhã (necessário reservar), obra de Gaudí originalmente encomendada para ser um condomínio, mas que no fim das contas se tornou um parque. Nós pagamos a entrada de 10 euros por pessoa (preço em 2019) no site oficial. O bilhete de entrada ao parque também dá direito de acesso ao ônibus do Park Güell (ida e volta). Para pegar o ônibus, você deve ir até a praça Alfons X (saída do Metro L4). Nós subimos de ônibus, mas não utilizamos esse transporte para descer, pois nosso roteiro seguia para outro lugar.

Minha opinião? Rolê superestimado. Eu não teria deixado de ir, porque ficaria muito curiosa. Mas eu tive a impressão de que pelas fotos que eu via na internet, era muito mais grandioso do que de fato é. O que eu quero dizer com isso é o seguinte: bons ângulos fazem excelentes fotos no Park Güell e talvez aí esteja uma das coisas mais interessantes sobre essa visita, especialmente se você curte fotos e cores. O que me impressionou mesmo foi a praça que é suportada por centenas de colunas, você verá nas fotos abaixo.

Depois nós pegamos o ônibus 116 (direção a La Salut) na parada Olot-Marianao (bem na saída do parque e atenção, uma vez que você sai do parque não pode mais voltar). A ideia era descer até o bairro de Gràcia (para chegar até lá, descer na parada Sant Salvador-Verdi). Da parada do ônibus fomos para a Carrer d’Astúries, uma rua fofa do bairro. Continuando o azar da viagem, 26/12 era um feriado de algum santo importante em Barcelona, novamente, quase tudo fechado pra gente. =(

Carrer d’Astúries (arquivo pessoal)

Casa Vicens

Comemos ali perto em um lugar que chama Nostrum. Ficou muito barato e meu irmão saiu bastante orgulhoso disso! hahaha Nosso almoço foi composto por alguns sanduíches (grandes) e suco. Depois disso nós fomos à Casa Vicens, também obra de Gaudí, sendo sua primeira casa projetada. Importante reservar antecipadamente, mas dessa vez fizemos no site da Decolar e não no oficial. Atenção: antes de reservar seus ingressos, sempre pesquise para buscar os melhores preços e ver também se você vai adquirir de algum site confiável, sem reclamações, etc.

F.C.Barcelona: Camp Nou

Na parte da tarde, nós fomos ao Camp Nou, estádio do F.C.Barcelona. Eu já fui a louca do futebol, mas há alguns anos me recuperei com sucesso dessa obsessão! Por isso não estava tão empolgada para essa visita, mas confesso que me surpreendeu demais! Você visita não só o estádio, mas também museu, a loja oficial… Vale muito a pena!

O que eu achei sensacional foi que a visita se inicia no museu do clube, depois você entra no estádio, mas o percurso é desenhado para que você se sinta como se fosse um jogador entrando em campo! É até difícil de explicar, mas eu vou tentar descrever. Também é interessante reservar com antecedência. Optamos por reservar no Musement porque lá o ingresso tinha horário flexível. No site oficial é um pouquinho mais barato, mas é necessário marcar um horário de entrada para seu ingresso e queríamos flexibilidade para essa visita.

Bom, a visita começa no museu do clube, em seguida, você entra no estádio, como se fosse uma torcedora. Nesse momento eu vi algumas pessoas lá embaixo e fiquei pensando: “será que dá pra ir lá também?”.

Depois de sentar um pouco, descansar e contemplar, resolvemos seguir o fluxo. Descemos algumas escadas e acabamos caindo na sala de imprensa. Na sequência chegamos ao vestiário.

Em seguida, nós descemos as escadas como se estivéssemos na perspectiva dos jogadores! É muito legal! E foi assim que entramos no estádio, como se estivéssemos entrando em campo. É permitido sentar no banco de reservas e é claro que a gente aproveitou pra sentar onde talvez o Messi já tenha colocado o próprio popô.

A visita continua até que chegamos aos camarotes. Também é possível entrar lá. Em algum momento, há um local em que você pode usar óculos de experiência virtual, mas isso não estava incluso nos nossos ingressos e não quisemos pagar a parte.

No final da tarde, ao retornarmos para o hostal, tomamos um café em uma padaria próxima. À noite, fomos comer tapas. Eu achava que “tapas” era um prato específico, mas descobri que é como se fossem nossos pratos de entradas para compartilhar no Brasil. Há muitas tapas feitas de frutos do mar (odeio!), mas também há de outras coisas também, tipo batata frita. Agrada a todo mundo!

Dia 7: bate-volta a La Molina

Quem me conhece sabe o quanto eu amo frio, neve e afins! Inclusive, se quiser saber como se vestir para frio intenso, eu te conto aqui! Por isso, não poderia faltar no meu roteiro um dia de neve. Consultei o site Passaporte BCN e descobri duas possibilidades de roteiro para neve: Vall de Núria ou La Molina. Pela leitura fiquei com a sensação de que Vall de Núria seria um passeio mais bonito, incluindo trem de cremalheira. E fiquei com a impressão também de que de La Molina era mais lúdico e mais fácil de chegar (menos baldeações) — são apenas impressões, porque fui apenas a La Molina e por isso não consigo realmente comparar.

Como chegar a La Molina

No site do Passaporte BCN, no link acima, você tem um descrição exata de como chegar. Nós tivemos um pouco de problemas porque exatamente na época em que estávamos em Barcelona, estavam fazendo manutenção em algumas linhas e por isso não pudemos pegar os trens conforme descrito, mas conseguimos informações nas estações e deu tudo certo!

Resumindo: para ir de Barcelona a La Molina, você terá que pegar um trem da linha regional (R3), que parte de L’Hospitalet de Llobregat. Você pode tomar esse trem nas estações de Barcelona: Sants, Plaça Catalunya ou Arc de Triomf. Para ver horários das linhas regionais, clique aqui. Site oficial de La Molina, aqui. Se você quiser ir a Vall de Núria, você tomará esse mesmo trem, vai descer antes e baldear para o trem de cremalheira. Para La Molina, é só seguir toda vida e parar em uma das estações finais (é tudo bem sinalizado).

Ao chegar em La Molina, desça na estação de trem. Para ir até a estação de esqui, você precisará pegar um ônibus que fica em frente à estação de trem, basta descer as escadas. Pelo o que me lembro, custa 2 euros por trajeto por pessoa (preço final de 2019). Não achamos os horários muito certinhos. Conforme o blog Passaporte BCN, diziam que o ônibus circula a cada 30 minutos nos dias de semana e a cada 15 nos finais de semana. No entanto, nós esperamos por cerca de 60 minutos. =(

O que fazer em La Molina

La Molina é uma estação de esqui, mas se você não for experiente e/ou não quiser se arriscar, pode fazer outras coisas. Nós optamos por passear de telecabina (teleférico) e brincar de descer de trenó. Você pode identificar no site que há outras atrações também. Preços de 2019 para as atividades que fizemos:

  • 7,50 euros por pessoa na telecabina;
  • 15,00 euros aluguel de cada trenó;
  • 15,00 euros o cartão para 12 descidas na pista de trenó (dá para comprar apenas uma descida ou um conjunto com menos descidas por valores menores, mas que ficam proporcionalmente mais caros). Nós compramos o cartão com 12 descidas e compartilhamos o mesmo cartão para 4 pessoas.

Foi emocionante o passeio de telecabina, porque ficamos um tempo parados por conta do vento intenso. Deu medo! hahahah

Quanto ao passeio de trenós, poucas coisas podem ser mais divertidas do que brincar na neve assim! Aproveite!

Para voltar à cidadezinha de La Molina (onde você precisa pegar o trem de volta a Barcelona), basta pegar o ônibus novamente (mais 2 euros) no mesmo ponto onde ele te deixou. Você vai se dirigir até a estação de La Molina e aguardar o trem (pode checar os horários nos sites e também estão afixados na estação). Se você, como nós, não tiver comprado a passagem de volta, basta entrar no trem e aguardar o funcionário para comprar diretamente com ele.

Na próxima parte dessa série de posts, falaremos sobre o roteiro de 3 dias em Madrid. Até logo! =*

Débora Lopes

A profissão oficial é psicóloga, mas faz um monte de coisas. Devoradora de livros, maratonista de seriados, mãe de cachorro... Débora é uma jovem idosa que jamais recusa um café com os amigos. Ama viajar, especialmente para lugares frios. Vive em Belo Horizonte sonhando com o Canadá.

Compartilhe!