infodemia

Coronavírus e a infodemia

postado em: Diversos | 0
Compartilhe!

Cuidado com a infodemia! Isso mesmo. O coronavírus provocou não somente uma pandemia, como também uma infodemia, ou seja, uma superabundância de informações.

No dia 2 de fevereiro de 2020, a Organização Mundial de Saúde utilizou esse termo em um dos Relatórios de Situação da COVID-2019. Na ocasião, já havia uma preocupação com o excesso de informações geradas e difundidas sobre a doença, pois nem todas eram verdadeiras.

Por vezes as pessoas compartilham informações incorretas, sem intenção, por acreditarem no que está sendo veiculado. Em outras situações, o que se tem é a desinformação, ou seja, uma informação criada e compartilhada para prejudicar uma pessoa, um grupo ou mesmo um país, como boatos que surgiram a respeito da origem da doença e dos supostos interesses por trás dela e provocaram uma imagem negativa sobre a China.

Nesses últimos dois meses, muitas outras informações foram produzidas e disseminadas. Isso pode gerar confusão e dificultar ainda mais o enfrentamento à pandemia. As pessoas ficam em dúvida sobre quais informações estão corretas e em quais podem confiar para pautar suas ações, a fim de evitar a proliferação do vírus e prevenir o contágio.

O que fazer?

Então, como sobreviver em meio a essa infodemia? Na sequência, sugerimos algumas medidas com base em orientações da International Federation of Library Association and Institutions (IFLA).

  1. Avalie suas necessidades de informação.

Quais informações são necessárias? Quanto se deve obter de informação diariamente? Acompanhar os noticiários e as postagens nas mídias sociais tem provocado mais bem-estar ou mais ansiedade e medo? Se distanciar um pouco será benéfico ou prejudicial? Às vezes, ficar um pouco “off” é a alternativa mais adequada.

  1. Leia mais.

Não confie somente no título e na manchete de uma notícia. Confira todo o conteúdo para avaliar se eles são fidedignos ao texto integral, ou se apenas funcionam para chamar a atenção e induzir as pessoas a acreditarem em algo que não é, necessariamente, condizente com a realidade.

  1. Verifique a fonte.

A fonte é confiável? A informação passou por alguma validação ou curadoria? Foi produzida por especialistas no assunto? Cuidado com informações sem fonte. Evite compartilhá-las.

  1. Verifique a data.

O conteúdo está datado? É recente ou pelo menos passou por atualização? Se for uma informação antiga, avalie se pode ser aplicada à realidade atual, se ainda é pertinente e relevante.

  1. Busque outras fontes.

Não se contente com apenas uma fonte de informação. Assista diferentes canais, acesse diferentes sites, leia diferentes conteúdos. Não confie numa postagem isolada e pronto. Aumente o leque de informações para ter uma perspectiva ampliada sobre o que está acontecendo.

  1. Avalie o tipo de informação.

O conteúdo é, por exemplo, uma informação jornalística, um artigo de opinião ou uma sátira? O propósito foi informar, expressar uma opinião ou provocar uma reflexão de forma cômica? Não se influencie cegamente pelas intenções de quem produziu a informação. Deixe crenças, valores, simpatias e antipatias em suspenso. Exercite seu senso crítico.

Fontes de informação

Cuidado para não viajar num mar de informações incorretas e de desinformação! A fonte mais confiável para os assuntos relativos à pandemia causada pelo coronavírus é a Organização Mundial de Saúde. Além da página oficial, a instituição disponibilizou contatos do WhatsApp em árabe, espanhol, francês, inglês e italiano para divulgar estatísticas atualizadas, orientações para proteção, notícias, dentre outras informações.

Conforme imagens abaixo, a opção 5 é exclusiva para recomendações relativas a viagens. As capturas de tela foram feitas no dia 5 de abril de 2020.

No Brasil, além do Ministério da Saúde, que disponibiliza informações técnicas e atualizadas sobre a pandemia, há instituições que oferecem materiais sobre fontes de informação confiáveis e úteis para esse momento que estamos vivendo. Por exemplo, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) criou um diretório com fontes de informações científicas e de livre acesso sobre o coronavírus, e a Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB) elaborou um documento colaborativo, com diversos links organizados em categorias, dentre elas estão dados oficiais sobre a pandemia, cursos, entretenimento (ebooks, músicas, visitas virtuais a museus e outros espaços culturais, contação de histórias, etc.) e iniciativas voltadas para a saúde física e mental.

Por fim, esperamos que você esteja bem e que aproveite esse momento para planejar as próximas viagens. Afinal, como tudo na vida, isso também vai passar 😉

Mariene do Vale

Uma aprendiz da vida, que busca aproveitar cada momento para explorar o novo, adquirir conhecimentos e se aperfeiçoar. Alguém que acredita que viajar é potencializar essas oportunidades, por meio de novos lugares, sabores e aromas, de novas pessoas, sensações e culturas. Porque mesmo quando o destino é conhecido, os olhares podem ser novos!

Compartilhe!