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Roteiro 0800 em Nova York!

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Como aproveitar um dos destinos mais caros dos Estados Unidos com um baixo orçamento.

Publicação em parceria com o blog Isas e Vindas, originalmente postada em 09/06/19.

Photo by Roberto Vivancos from Pexels.

Como grande fã de cidades cosmopolitas que sou, um dos meus sonhos sempre foi conhecer Nova York. Os arranha-céus de Manhattan, as pessoas apressadas na rua, a diversidade de culturas em um só lugar… tudo isso me fascinava! O principal motivo de ter adiado tanto esse encontro e, por vezes, até pensar que ele não ocorreria tão cedo era o custo estratosférico pelo qual a metrópole tem fama.

Mas, se tratando de viagem, não há nada que um bom planejamento não resolva. Depois de muita pesquisa eu descobri formas de aproveitar a cidade mesmo com um orçamento limitado. Uma das principais foi optar pelos passeios gratuitos. Há uma infinidade de coisas para fazer em Nova York (e quando digo infinidade não é exagero, sempre vai ter algo novo). O que normalmente acontece com quem vai pela primeira vez é cair nos pontos mais “turistões”, que normalmente têm um preço bem salgadinho.

Alguns deles, se você fizer questão de visitar, não tem escapatória: vai ter que bancar o preço alto. Muitos, porém, possuem uma dica alternativa que não vão tirar um centavo do bolso (ou tirar bem pouco). Para mim, melhor do que “bater ponto” nos cenários turísticos só porque todo mundo vai é conhecer e imergir culturalmente na região. E essas experiências, na maioria das vezes, vão te custar bem pouco ou mesmo nadinha.

Aqui, um mapa interativo com os lugares que visitei e alguns outros que mencionei no post. Cada cor representa um dia de roteiro, o qual foi dividido por regiões para otimizar a logística.

Enfim, chega de introdução e vamos logo para o que interessa! Abaixo, o meu roteiro de (quase) uma semana pela Big Apple. (Obs: Todos os passeios realizados foram 0800, com exceção do jogo de beisebol que eu vou contar certinho quanto foi — e dica para comprar mais barato que eu não sabia).

Dia 10 – Lower Manhattan

O roteiro começa no dia 10 porque ele é a continuação do relato dessa viagem de 15 dias por três cidades do nordeste estadunidense. Para quem acompanhou aqui no blog, nós (eu e as duas amigas que viajaram comigo) chegaríamos em Nova York um dia antes, mas devido a um imprevisto precisamos ficar mais uma noite em Washington, D.C. Como uma das minhas amigas tinha passado por uma cirurgia lá, precisamos readaptar a programação em NY e controlar nossos passos no primeiro dia na cidade.

No nosso primeiro dia cheio na cidade, pegamos o metrô em direção ao extremo sul de Manhattan. Fomos para o Whitehall Terminal de onde parte a balsa para Staten Island, o único distrito de Nova York não ligado diretamente à ilha. Essa é a primeira alternativa para um dos passeios clássicos: a Estátua da Liberdade.

O terminal, no sul de Manhattan, para Staten Island.

O ferry é gratuito e tem saídas a cada meia hora. O terminal tem uma ótima estrutura com lanchonetes, cafés, banheiros, bebedouros, Wi-Fi de graça… então é bem tranquila a espera. Quando a balsa vai chegando, uma longa fila começa a se formar no portão. Até parece que não vai caber tanta gente assim, mas a embarcação é enorme!

Local de espera para o embarque.

A balsa tem vários andares (quando achei que tinha contado todos, descobri que tinha mais um para baixo, então nem sei dizer ao certo quantos). Escolhemos ficar no último de cima para ter uma visão mais ampla. Ficamos do lado direito na ida que é de onde se tem a vista para a Estátua. Se quiser ficar na parte externa esteja preparado para o vento (e frio, dependendo da época que for).

A vista para o skyline de Nova York é belíssima, principalmente para alguém que, como eu, adora prédios. Sobre a escultura ícone da cidade, ela parece pequenininha em meio à paisagem. Nem parece, mas com os seus 93 metros de altura ela é maior inclusive que o Cristo Redentor com 38 metros, mas que se torna um gigante por estar bem acima do nível do mar. Para quem quiser pisar na base e conhecer mais sobre a história da Estátua, deve reservar com antecedência o ingresso pelo site oficial.

Ah, esse skyline de Nova York…
O ferry para Staten Island passa próximo à Estátua da Liberdade.

Descendo em Staten Island você pode explorar a ilha ou esperar pela próxima balsa para retornar para Manhattan. Como o nosso tempo era curto, nós embarcamos no próximo ferry. De volta em Manhattan, há o Battery Park do lado do terminal, região para apreciar um mix dos arranha-céus da cidade e a natureza às margens do rio Hudson (dizem que o pôr do sol dali é muito bonito). De lá, fomos para o Financial District sentir os ares de Wall Street.

As ruas parecem ficar mais estreitas entre aqueles tantos prédios altos. Não sei se era somente impressão ou se era real. Passamos pelo Touro de Wall Street totalmente dominado pelos turistas — ou seja, bem difícil conseguir uma foto sem “gansos” — e então seguimos para o Memorial 11/9, monumento construído para homenagear as vítimas dos ataques ao World Trade Center. Atualmente, o One World Trade Center (foto abaixo) é o edifício principal do complexo, visto de vários pontos de Nova York. O Museu 11/9 é gratuito às terças, das 17 às 20 horas.

Por fim, conhecemos ainda a Oculus Station, a estação mais cara do mundo. Uma obra de arte do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, o mesmo que criou o Museu do Amanhã, no Rio, ela nem mesmo parece muito uma estação de trem. O espaço é espetacular: ainda mais imponente por dentro e impecavelmente tudo muito branco. Se o meu apê de 23 m² é difícil manter assim, imagina…

Terminamos o dia na Fulton Street Subway Station, outra estação-shopping, onde comemos no famoso Shake Shack e pegamos o metrô de volta para “casa”. Uma opção ainda, a depender da disposição, é esticar e subir um pouco até Tribeca e Soho, bairros super descolados de Nova York e lar de muitas celebridades.

Dia 11 – Midtown Manhattan

Nesse dia eu estava “all by myself“. As meninas levantaram cedo para ir ao outlet, o Jersey Gardens, que fica em Nova Jersey a uns 30/40 minutos de Manhattan. Como fazer compras não era o objetivo desta minha viagem, fui explorar a cidade a pé (mas deixarei um guia rápido de como chegar no outlet logo abaixo). O nosso hotel tinha a localização perfeita para isso: duas quadras para baixo do Empire State, entre a 5ª e a 6ª Avenida. Ou seja, tinha muita coisa interessante pertinho de mim, muita m-e-s-m-o.

Comecei descendo pela 5ª Avenida. Passei em frente à Madison Square, onde um grupo de jovens gravava para algum filme — aliás, esse tipo de cena é bem comum em NY. É nessa praça também que fica a primeira unidade do Shake Shack e provavelmente a mais clássica de frequentar. Mais adiante encontrei uma Lego Store e, apesar de não pretender comprar algo, entrei para conhecer.

Eu particularmente amo lojas da Lego. Acho tudo muito colorido e criativo. Tinham várias peças temáticas de arquitetura, de filmes como Harry Potter, Star Wars e Jurassic Park, de desenhos e na última seção, os personalizados — dá pra fazer um que seja a sua cara! Os preços são salgadinhos, mas se quiser levar algo como lembrança tem conjuntos a partir de 16 dólares. A linha de Arquitetura, por exemplo, ia de $ 39 (o de Las Vegas) até $ 349 (o Castelo da Cinderela da Walt Disney World)!

A vista que se tinha na entrada da loja, construída com Lego.

Saindo da Lego Store passei pelo Flatiron Building (um dos primeiros prédios de Manhattan, inaugurado em 1902), o edifício bastante peculiar em formato de ferro de passar roupa — por isso este nome — que inclusive está representado ali nessa montagem da Lego. Fiz um pequeno desvio de rota para conhecer uma loja que tinha visto na internet e achei bastante interessante: a Flying Tiger, uma loja dinamarquesa que vende todo o tipo de coisa que você nem imaginava que existia. Muitos cacarecos que se antes você não precisava ter, na hora você cria a necessidade e quer levar tudo. E o melhor: os preços são bem baratos, tem coisa a partir de 1 dólar!

Depois das compras a fome bateu com tudo, então eu procurei o fast food mais perto para comer o quanto antes. Achei um Wendy’s e aproveitei uma promoção de combo por 5 dólares. Vinha o hambúrguer, nuggets, batata frita e o refri! Matei a fome e ainda sobrou para mais tarde. Recuperada a energia, continuei descendo a 5ª Avenida.

No caminho, passei em frente a uma igreja bem bonita e de arquitetura diferente (ao que estamos habituados no Brasil). Na placa, o nome: The First Presbyterian Church. Tudo sinalizava ser uma construção histórica e como eu gosto de visitar igrejas e templos para conhecer mais da cultura local, entrei. Dois membros da igreja me receberam, foram super generosos, e me deixaram à vontade para explorar a parte interna.

A única foto que tenho da igreja…

Continuei o meu caminho até chegar no final da avenida, e foi lá que eu tive uma surpresa daquelas bem gostosinhas de achar. A Washington Square, que é onde fica o também famoso Arco de Washington. Era um lugar que estava no meu roteiro apenas se desse tempo e se fosse viável, mas não era muito um “must see” para mim. Me enganei. Se tem algo que eu gosto quando viajo é de sentir “a alma” do lugar. E devo dizer que a Washington Square tem uma alma incrível, com uma vibe leve, descontraída e cheia de diversidade…

A praça estava cheia. No Arco, vários turistas tirando foto. Ao lado, um grupo de idosos cantando e tocando instrumentos. À frente, algumas pessoas protestando individualmente em suas banquinhas com produtos altamente críticos e outras fazendo uma intervenção artística bem no estilo Woodstock. Perto da fonte, um rapaz segurando um cartaz escrito “FREE HUGS” e abraçando quem se aproximasse para ter o contato. Na grama, algumas pessoas fazendo piquenique, outras estudando e outras desenhando — provavelmente estudantes de arquitetura. Por todos os lados gente passeando com os seus cachorros, famílias se divertindo, amigos se reunindo e músicos se apresentando.

O Arco em homenagem ao primeiro presidente dos Estados Unidos (e na praça de mesmo nome).

Depois de um tempo ali caminhei rumo ao West Village, outro bairro descoladíssimo de Nova York. Lá fica uma unidade bem movimentada da Big Gay Ice Cream, uma sorveteria bem famosa. Os prédios tem bem aquela cara dos filmes, com tijolinhos e escadas para fora. Um deles é bem reconhecido e queridinho do público: o apartamento de F.R.I.E.N.D.S! Na verdade não é lá que aconteceram as gravações, mas dizem que a fachada dele é a que aparece na série. Embaixo não tem nenhum Central Perk, mas um pequeno restaurante de culinária mediterrânea.

O Apartamento de Friends e o Central Perk que não é o Central Perk.

Segui então para o High Line Park, a linha de trem desativada que foi revitalizada e hoje é um dos principais parques da cidade. Foi um dos lugares mais cheios que eu estive nessa viagem. Como ele é estreito, não tinha muita opção além de seguir o fluxo. E tudo bem, porque o caminho é maravilhoso. Ele passa por entre os prédios, alguns mais antigos, outros super modernos; tem uma linda vista, ora para os arranha-céus, ora para o rio Hudson, ora para os murais de street art do artista brasileiro Kobra; e permeia outros pontos de muito interesse, como o Chelsea Market, um mercado gastronômico de estilo industrial que além de comida do mundo inteiro conta ainda com lojas bem variadas, tudo bem hype.

Por fim, o High Line termina próximo a um dos novos points de Manhattan: o Hudson Yards Vessel, um prédio todo feito de escadarias ligadas por plataformas, constituindo assim um formato oval. Me lembrou uma colmeia. É um tanto difícil de explicar, aquele tipo de coisa que só vendo para entender. Para visitantes com mobilidade reduzida, tem também um elevador. Apesar de gratuito, é bom reservar os ingressos com antecedência aqui.

O excêntrico Hudson Yards Vessel.

Peguei meu rumo de volta para casa passando pela 8ª e 7ª Avenida e pelo Madison Square Garden, o complexo de arenas que é sede do time de basquete New York Knicks, onde acontece também muitos shows e eventos. Se tiver a oportunidade de ir em um, aproveite a experiência! À noite, as meninas chegaram do outlet cheias de compras. Aproveitando, vou deixar aqui as indicações de como chegar lá para quem quiser incluir o programa no roteiro:

  1. Pegar o ônibus de número 111 com destino a Jersey Garden Mall no Port Authority Bus Terminal, que fica na 40th/42th Street em Manhattan. A passagem de ida e volta custa 14 dólares.
  2. Ao entrar no terminal, os tickets dos ônibus são vendidos nos guichês automáticos da NJ TRANSIT. Clique na tela e escolha a opção “Round Trip Adult”. Depois, insira o número do ônibus, que é 111. Em seguida escolha o destino final, “Jersey Garden Mall”. A tela a seguir é a de pagamento, escolha entre “cash” ou “credit”. PRONTO!
  3. Com o bilhete em mãos é só seguir até o Gate 223, que fica na parte superior do Terminal.
  4. Na volta, o último ônibus sai de lá às 21:42, mas não deixe para voltar no último, porque pode estar lotado e não conseguir embarcar.

Dia 12 – Beisebol e Times Square

Este foi um dia de “fôlego” entre os mais corridos. Tínhamos comprado os ingressos para assistir a uma partida de beisebol no Yankee Stadium, que fica no Bronx. Os ingressos custaram $ 38.90 cada, mas há opções desde 14 dólares com lugares mais afastados do centro do jogo. Comprei pelo site oficial. A opção para tentar comprar mais em conta é se cadastrar pelo site antes e assinar a newsletter. Recebi vários e-mails com promoção depois que eu já tinha fechado o meu, tinha bilhete até de 5 dólares… (as reticências são vontade de chorar). Mas se o jogo pretendido for em uma “alta temporada” do esporte é bom comprar logo porque daí a tendência é só aumentar — ou até esgotar.

A partida, entre o New York Yankees e o Chicago White Sox, começava às 13 horas. Algo que eu sugiro fazer nesse meio tempo e que estava no roteiro mas não consegui é assistir a uma missa daquelas tradicionais, com coro e tudo (no caso era domingo, dia de culto, então é bom verificar isso antes). No Harlem tem algumas igrejas como a Abyssinian Baptist Church e a Shiloh Baptist Church e é meio caminho para o Bronx.

Chegamos na hora do jogo no estádio, mas pegamos uma filazinha na entrada. Lá dentro compramos comida, bebida e nos dirigimos ao nosso lugar. A partida é bem longa, então não tem problema sair antes de acabar (mas é melhor se levantar durante os intervalos). Apesar disso, nós ficamos até o final. É legal a experiência, afinal, é algo forte na cultura deles. Farei outro post só sobre isso contando mais da atmosfera do jogo, dicas de como chegar, onde ficar e muito mais.

Quando saímos, já no final da tarde, resolvemos ir para a Times Square. Ela estava lotada! Entramos na M&M’s World, que também estava cheia de turistas. A loja tem três andares só de chocolates e artigos da M&M’s. Os preços, como já era de se esperar, meio carinhos, mas para levar pelo menos uma lembrança tinham itens a partir de $ 10, como algumas canecas da marca.

Depois de lá, ocasionalmente conhecemos uma loja que para mim foi o maior achado. A Bookoff, uma livraria que vende livros usados a partir de 1 dólar! Além disso tem cd’s, filmes, jogos e itens colecionáveis com preços bem baratinhos. Comprei dois cd’s do Coldplay por $ 1.50 cada! É tipo um sebo bastante organizado e com muita variedade. Nosso dia terminou por aí e voltamos para o hotel (íamos num rooftop, mas o céu esse dia estava com muita neblina).

Dia 13 – Central Park, Upper West Side e 5ª Avenida

Começamos os passeios do dia descendo na 81st Street – Museum of Natural History Station, que como o nome já sugere, tem saída para o Museu de História Natural, onde seria a nossa primeira parada. Mas a fila, minha gente… estava dando volta no quarteirão (e isso não é figura de linguagem)! Parece que todas as escolas de Nova York resolveram fazer uma visita ao Museu no mesmo dia (ok, isso é figura de linguagem).

Por isso acabamos não ficando, tínhamos muito para conhecer ainda, mas quem quiser fazer o passeio — que com certeza vale a pena —, pode comprar o ingresso pelo site ($ 23) ou — DICA! — ir até a bilheteria no museu e “pay what you wish“, ou seja, pagar o quanto quiser! E isso pode ser bem menos do que o valor sugerido, tipo um dólar (ou quanto você quiser/puder mesmo). Muitos museus nos EUA possuem esse sistema.

Do Museu de História Natural partimos para o Central Park, que fica do outro lado da rua. Entrando por ali você estará bem na altura mediana do parque. Ele é enorme!! Dá pra passar um dia todo por lá. A minha dica é: marque antes os pontos que você quer ver. Nisso o Google ajuda muito, evita que você fique andando e andando sem encontrar aquele lugar que você tinha visto por aí e queria muito conhecer.

Do outro lado do lago, uma das fontes e cenários mais conhecidos do Central Park, a Bethesda Fountain.

Acho que não há atmosfera que descreva melhor o Central Park do que a de um filme de comédia romântica. A ponte, o músico tocando saxofone, o lago, as pessoas remando, a fonte, as crianças brincando com uma enorme bolha de sabão… A impressão é que a qualquer momento vai surgir um grupo dançando e cantando em flash mob. E eu a-m-o esse clima de comédia romântica.

Até com uma cena dessas o parque me presenteou!

Na mesma direção do Museu de História Natural, atravessando o parque para o lado leste de Manhattan, fica o Museu Metropolitano de Art (The MET), o maior museu de Nova York com uma coleção que vai desde o Egito Antigo até à arte contemporânea. O ingresso custa $ 25 e infelizmente não tem o “pay what you wish“, exceto para nova iorquinos.

Pelo tempo, acabamos saindo em direção a Upper West Side, o bairro a oeste do Central Park, para almoçar. Descobrimos que é muito difícil encontrar comida barata naquela região (é fácil saber se o lugar é barato ou não pelo número de redes de fast food, aprendi isso). Lá fica a Juilliard School, considerada a melhor escola de artes performáticas, você já deve ter ouvido falar ou visto em algum filme, por aí dá pra ter uma ideia. A minha pausa foi numa loja da Century 21, que fica em frente à escola, enquanto as meninas seguiram outros rumos (lê-se Best Buy). Ali pertinho tem também o American Folk Art Museum, um passeio alternativo e com entrada gratuita.

Voltei a pé em direção ao hotel, cerca de 3,5 km. Desci pela 6ª e 5ª Avenida, passei em frente ao Radio City Music Hall; ao The Rockefeller Center, onde fica o Top of The Rock($38), uma das principais (e mais turísticas) vistas de Manhattan; e parei na St. Patrick’s Cathedral. Você pode fazer o tour sozinho ou guiado na catedral. Neste caso, entre no site para verificar a disponibilidade. Ele é gratuito, mas há uma doação sugerida de $ 5.

A arquitetura gótica da St. Patrick’s Cathedral.

Um pouco adiante, desviando duas quadras da 5ª Avenida, fica o Grand Central Terminal, o maior terminal de trens do mundo e também palco de muitos filmes. Por fim, chegando nos arredores da nossa acomodação, o Empire State Building. Para quem pretende subir no cartão-postal de NY o ingresso mais barato custa 36 dólares, mas se quiser ter uma vista para o skyline que inclua o Empire State sem pagar nada é só ir no rooftop de algum dos prédios comerciais por ali perto. No caso, o hotel que a gente tava tinha um e foi lá que subimos.

Obs: O MoMA, Museu de Arte Moderna, também é perto do Central Park e tem entrada gratuita às sextas, das 16 às 20h.

Dia 14 – Broolyn

A nossa porta de entrada para a vizinhança foi a Brooklyn Bridge. Descemos na estação de metrô em Manhattan que tem saída para a ponte e fizemos a travessia a pé. Quase dois quilômetros. Estava bem movimentada, ciclistas indo e vindo, turistas tentando o clique perfeito… e apesar disso foi um dos meus lugares favoritos. Eu realmente tenho uma coisa com pontes, e a estrutura e arquitetura da Brooklyn Bridge são incríveis!

Chegando no outro lado do rio nem parece a mesma cidade. Ao contrário das ruas agitadas em meio ao burburinho de Manhattan, Brooklyn exala um ar bem mais tranquilo, mas longe de ser tedioso. No Dumbo, o bairro hype do momento, região antes fabril que agora é casa de galerias de arte, empresas de tecnologia e casas luxuosas, se encontra um dos cenários mais disputados: a Washington Street, com aquela vista da Manhattan Bridge.

Aproveitei para modelar também com essa vista da Manhattan Bridge.

Fomos então para o Brooklyn Heights Promenade, um parque às margens do rio East. Se eu falei tanto sobre vista, paisagem e skyline de Nova York, eu com certeza escolheria este como sendo o melhor ponto de todos. Eu não sei explicar, mas as meninas concordaram comigo em um uníssono silêncio quando sentamos em um dos bancos e quase nos esquecemos de ir embora.

A melhor vista de Nova York (e ainda com uma paz que qualquer imagem não consegue captar).

Depois, pegamos o metrô e percorremos de uma ponta a outra do distrito para chegar em Coney Island, a península no extremo sul do Brooklyn. O lugar é a cara de um daqueles filmes americanos antigos, com praia, pier, calçadão, lojinhas e o Luna Park, um parque de diversões que enche de cores a orla. Nos dias que o Luna abre, principalmente no verão, a região fica bem movimentada, mas na maior parte do ano é bem tranquila. Se quiser pegar o parque aberto verifique a agenda no site antes de ir.

O calçadão em Coney Island: de um lado, as lojas e o parque; de outro, a praia.

E este foi o nosso último passeio do último dia de viagem. Voltamos para o hostel para arrumar as malas do dia seguinte, mas sem antes passar em uma lojinha de souvenirs na 5ª Avenida e fazer umas últimas comprinhas.

Lembranças de um último dia de uma viagem incrível.

Dia 15

Bom, esse é o único dia ruim de alguma viagem. O dia de ir embora. O nosso voo era à tarde e o transfer para o aeroporto, às 11 horas. Entre uma coisa e outra nós ainda conseguimos subir no rooftop do hotel e dar uma passada na loja da Marshalls. Se eu tinha utilizado o termo “últimas comprinhas” em algum momento eu já não me lembro, hein? Na verdade eu ainda precisava levar algo para a minha dog (fundamental, não compro para mim mas o cachorro não pode ficar sem lembrancinha), então foi uma compra focada de exatamente 22 minutos.

E assim terminou a nossa viagem. Quer dizer, ainda teve uma escala no México e uma em São Paulo, então só terminou mesmo dois dias depois.

E sobre Nova York algo que eu devo dizer é: não se apresse para conhecer tudo de uma só vez. Ela é enorme, cheia de coisas para fazer e, além disso, está constantemente se renovando. Ou seja, sempre vai rolar aquela sensação de que faltou algo para ver. Então curta o que o caminho te oferecer. Nova York é o tipo de cidade para voltar. Até mais do que uma vez.

Viaje seguro

É sempre importante e aconselhável viajar com seguro viagem. Quando o destino é Estados Unidos, então, este cuidado dobra devido aos custos médicos exorbitantes no país. Assim como a minha amiga precisou operar de apendicite durante a viagem lá, imprevistos assim podem acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar. Sempre bom estar prevenido e graças a Deus a gente tava.

O seguro cobre muito mais do que imprevistos médicos, como também odontológicos, farmacêuticos, cancelamento e atraso de voo, extravio de bagagem, e vários outros a depender do plano contratado. Para saber como escolher o melhor seguro viagem para você, dá uma olhada nas dicas desse post aqui.

Isadora Dueti

Cuiabana de nascença, meio brasiliense, um pouquinho catarinense e nômade de alma. Futura jornalista, adora compartilhar a sua paixão por viagens através da sua paixão por escrever.

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